Mudar, sempre. Parece que essa é minha vida. Eu me formei professora, mas nada é igual na minha profissão. Especialmente esse ano: saí da EMEF onde tinha uma turma de 3ª série que eu adorava. O aspecto negativo era somente a grande distancia, muitas horas no trajeto até a escola e com o transporte público que temos em São Paulo, equivale a também muito cansaço...Além do precioso tempo!
Então, busquei solucionar esse problema. Trabalho a vinte minutos da minha casa. Uma maravilha.
Mas, estou na EMEI e posso dizer que é outro mundo, outra vivência. Pra começar tenho duas turmas. É mais cansativo também, embora para muitas pessoas possa parecer o contrário. É preciso planejamento, saber dosar as atividades, não esquecer das brincadeiras, do cuidar, do educar através do lúdico. Também é necessário muita atenção, conversa, repetição. Tenho receio das crianças se machucarem sob minha responsabilidade. Mas também não deixo de fazer atividades por causa desse medo.
Talvez por estar aberta a mudanças, eu procuro não encanar com as coisas, ter confiança na vida e me jogar. Nesse sentido, busco o melhor quando estou com as crianças. Tanto na questão do cuidar/educar/tratar com afeto e respeito, quanto no planejamento e principalmente estudo de materiais e referencias para a educação infantil.
É claro que estudei na faculdade e foi muito bom. Mas a prática, ah, essa é a grande mestra. Sem desprezar a teoria, o grande aprendizado é o dia a dia.
Sou feliz por aprender cada dia mais e também por poder dizer que estou gostando e me adaptando a EMEI. Acredito que esse será um grande ano de aprendizagem e vivencias muito especiais. Afinal, criança é sempre uma alegria, apesar do trabalho e cuidado que temos que ter.
Confiança, coragem e otimismo, acredito que essas serão minhas palavras esse ano no meu trabalho.
Esse blog foi criado para compartilhar idéias, pensamentos, acontecimentos, com artigos ou simplesmente dicas sobre livros, filmes, músicas, passeios, educação, enfim, sobre as várias coisas boas da vida, para dividir experiências e pensamentos e para registrar bons momentos. Sejam Bem-Vindos!
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Mundo sem Fim - Ken Follet
Acabei de ler mundo sem fim, do autor Ken Follet. É uma história que se passa mais ou menos em meados do século XIV, na Inglaterra. Uma época dominada por injustiças, especialmente aos mais pobres, ou seja, a grande maioria da população, às mulheres e crianças. Um tempo em que a Igreja juntamente com a nobreza dominavam as pessoas.
Nesse ponto é interessante destacar que esse domínio nem sempre era através da força, especialmente pela igreja, acontecia através da persuasão e da intimidação às pessoas cristãs (e também as que não eram).
É uma história bem extensa, que traça a trajetória de vida de quatro crianças: Gwenda, Caris, Ralph e Merthin. Eles presenciam sem querer o assassinato de dois homens, em uma clareira numa floresta. Precisam guardar um segredo que nem mesmo conhecem, só sabem que existe. O segredo envolve disputa de poder, morte e traição. Mas o enredo principal mesmo é a vida dessas crianças que crescem, se entrelaçam muitas vezes tendo como pano de fundo ingredientes como amor, ódio, renúncia, medo, pobreza e até riqueza. Também se encontra histórias de dor causada pela peste, uma doença avassaladora que matou milhares e milhares de pessoas.
Há questões interessantes sobre hábitos religiosos, sociais, de higiene e saúde, de instrução, de justiça e várias outras muito diferentes dos dias atuais, ainda mais se pensarmos que a história se passa na Inglaterra e vivemos no Brasil. Além da época a questão do lugar é também bem diversa. Mas o ser humano em sua essência e as relações humanas tem, como não podia deixar de ser, muita semelhança com o que somos hoje. Tem a questão dos trabalhadores que eram quase como escravos e tinham suas decisões sempre dependentes da autorização ou não de seus senhores.
Enfim, é um romance histórico muito rico não somente por sua história, mas para conhecermos também a "história", ou alguns aspectos dela. Já que um romance como esse envolve muita pesquisa e assessoria especializada: é um romance com nuances da vida real que devia haver naquela época.
Muito bonito, às vezes muito triste também.
Obs: um livro emprestado da biblioteca municipal da Vila Formosa.
Nesse ponto é interessante destacar que esse domínio nem sempre era através da força, especialmente pela igreja, acontecia através da persuasão e da intimidação às pessoas cristãs (e também as que não eram).
É uma história bem extensa, que traça a trajetória de vida de quatro crianças: Gwenda, Caris, Ralph e Merthin. Eles presenciam sem querer o assassinato de dois homens, em uma clareira numa floresta. Precisam guardar um segredo que nem mesmo conhecem, só sabem que existe. O segredo envolve disputa de poder, morte e traição. Mas o enredo principal mesmo é a vida dessas crianças que crescem, se entrelaçam muitas vezes tendo como pano de fundo ingredientes como amor, ódio, renúncia, medo, pobreza e até riqueza. Também se encontra histórias de dor causada pela peste, uma doença avassaladora que matou milhares e milhares de pessoas.
Há questões interessantes sobre hábitos religiosos, sociais, de higiene e saúde, de instrução, de justiça e várias outras muito diferentes dos dias atuais, ainda mais se pensarmos que a história se passa na Inglaterra e vivemos no Brasil. Além da época a questão do lugar é também bem diversa. Mas o ser humano em sua essência e as relações humanas tem, como não podia deixar de ser, muita semelhança com o que somos hoje. Tem a questão dos trabalhadores que eram quase como escravos e tinham suas decisões sempre dependentes da autorização ou não de seus senhores.
Enfim, é um romance histórico muito rico não somente por sua história, mas para conhecermos também a "história", ou alguns aspectos dela. Já que um romance como esse envolve muita pesquisa e assessoria especializada: é um romance com nuances da vida real que devia haver naquela época.
Muito bonito, às vezes muito triste também.
Obs: um livro emprestado da biblioteca municipal da Vila Formosa.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
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