terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Profissão: Professora

Mudar, sempre. Parece que essa é minha vida. Eu me formei professora, mas nada é igual na minha profissão. Especialmente esse ano: saí da EMEF onde tinha uma turma de 3ª série que eu adorava. O aspecto negativo era somente a grande distancia, muitas horas no trajeto até a escola e com o transporte público que temos em São Paulo, equivale a também muito cansaço...Além do precioso tempo!
Então, busquei solucionar esse problema. Trabalho a vinte minutos da minha casa. Uma maravilha. 
Mas, estou na EMEI e posso dizer que é outro mundo, outra vivência. Pra começar tenho duas turmas. É mais cansativo também, embora para muitas pessoas possa parecer o contrário. É preciso planejamento, saber dosar as atividades, não esquecer das brincadeiras, do cuidar, do educar através do lúdico. Também é necessário muita atenção, conversa, repetição. Tenho receio das crianças se machucarem sob minha responsabilidade. Mas também não deixo de fazer atividades por causa desse medo. 
Talvez por estar aberta a mudanças, eu procuro não encanar com as coisas, ter confiança na vida e me jogar. Nesse sentido, busco o melhor quando estou com as crianças. Tanto na questão do cuidar/educar/tratar com afeto e respeito, quanto no planejamento e principalmente estudo de materiais e referencias para a educação infantil. 
É claro que estudei na faculdade e foi muito bom. Mas a prática, ah, essa é a grande mestra. Sem desprezar a teoria, o grande aprendizado é o dia a dia. 
Sou feliz por aprender cada dia mais e também por poder dizer que estou gostando e me adaptando a EMEI. Acredito que esse será um grande ano de aprendizagem e vivencias muito especiais. Afinal, criança é sempre uma alegria, apesar do trabalho e cuidado que temos que ter. 
Confiança, coragem e otimismo, acredito que essas serão minhas palavras esse ano no meu trabalho. 

Mundo sem Fim - Ken Follet

Acabei de ler mundo sem fim, do autor Ken Follet. É uma história que se passa mais ou menos em meados do século XIV, na Inglaterra. Uma época dominada por injustiças, especialmente aos mais pobres, ou seja, a grande maioria da população, às mulheres e crianças. Um tempo em que a Igreja juntamente com a nobreza dominavam as pessoas. 
Nesse ponto é interessante destacar que esse domínio nem sempre era através da força, especialmente pela igreja, acontecia através da persuasão e da intimidação às pessoas cristãs (e também as que não eram). 
É uma história bem extensa, que traça a trajetória de vida de quatro crianças: Gwenda, Caris, Ralph e Merthin. Eles presenciam sem querer o assassinato de dois homens, em uma clareira numa floresta. Precisam guardar um segredo que nem mesmo conhecem, só sabem que existe. O segredo envolve disputa de poder, morte e traição. Mas o enredo principal mesmo é a vida dessas crianças que crescem, se entrelaçam muitas vezes tendo como pano de fundo ingredientes como amor, ódio, renúncia, medo, pobreza e até riqueza. Também se encontra histórias de dor causada pela peste, uma doença avassaladora que matou milhares e milhares de pessoas. 
Há  questões interessantes sobre hábitos religiosos, sociais, de higiene e saúde, de instrução, de justiça e várias outras muito diferentes dos dias atuais, ainda mais se pensarmos que a história se passa na Inglaterra  e vivemos no Brasil. Além da época a questão do lugar é também bem diversa. Mas o ser humano em sua essência e as relações humanas tem, como não podia deixar de ser, muita semelhança com o que somos hoje.  Tem a questão dos trabalhadores que eram quase como escravos e tinham suas decisões sempre dependentes da autorização ou não de seus senhores. 
Enfim, é um romance histórico muito rico não somente por sua história, mas para conhecermos também a "história", ou alguns aspectos dela. Já que um romance como esse envolve muita pesquisa e assessoria especializada: é um romance com nuances da vida real que devia haver naquela época.
Muito bonito, às vezes muito triste também. 
Obs: um livro emprestado da biblioteca municipal da Vila Formosa.