sábado, 21 de abril de 2012

JOGO DE XADREZ

Na Escola do Gabriel, o professor de matemática pediu um trabalho: montar um jogo completo de xadrez.
O Gabriel e seu amigo, Henrique vieram aqui pra casa para iniciarem o trabalho.
Montar o tabuleiro, até que não era tão difícil, mas como fazer as peças do xadrez?
Eis que entra em ação o Professor Pardal, também conhecido como Márcio, paizão do Gabriel. 
Ele pensou, pensou e logo arrumou uma alternativa: acessou a internet e buscou imagens das peças do jogo.
Depois, imprimiu e os meninos recortaram e pintaram. Foi preciso imprimir em dobro para cada peça. Pintar e juntar as duas faces.
Para finalizar, foi só recortar com restos de papelão um círculo e colar as peças, para que ficassem em pé.
É isso, com muita criatividade e boa vontade, um belo trabalho. 
Será que vocês vão tirar 10?









quinta-feira, 12 de abril de 2012

O Médico e o Monstro - R.L. Stevenson

Um trecho do livro:
"Não imagino que o bêbado que argumenta consigo mesmo a respeito  de seu vício leve em consideração os perigos a que se expõe devido a sua embrutecida sensibilidade física. Talvez isso aconteça uma em quinhentas vezes. Também eu, que tanto refleti sobre minha situação, deixei de avaliar corretamente a completa insensibilidade moral e o insensato pendor para a perversidade que caracterizavam Edward Hyde. Essa foi a origem de meu castigo. Meu demônio estava enjaulado havia muito: saiu em fúria". (pps 88-89)
No livro o Médico e o Monstro, um médico tenta separa o bem e o mal em cada um, com suas experiências. Para comprovar sua tese, ele mesmo será sua cobaia. O resultado é surpreendente e ele percebe que existe nele, outro ser, totalmente diferente do médico. É uma boa história.
editora ática - 96 páginas - biblioteca Vila Formosa
Obs: O Pablo teria uma prova, de língua portuguesa, onde as questões eram sobre o livro, portanto, precisava ler. E leu, eu também. E gostei. Ele também.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

História de Mayta – Mario Vargas Llosa



História de Mayta – Mario Vargas Llosa
                Começo com um trecho do livro:
                ...”Não tenho dificuldades em chegar ao asfalto que se dirige a Zárate. E o faço devagar, detendo-me a observar a pobreza, a fealdade, o abandono, o desespero que transmite este povoado cujo nome ignoro. Não há ninguém na rua, nem mesmo um animal. Por todos os lados acumulam-se, é verdade, pilhas de lixo. As pessoas, imagino, limitam-se a tirá-lo de suas casas, resignadas, cansadas de saber que não há nada que fazer, nenhum caminhão da municipalidade virá recolhe-lo, sem coragem para combinar com outros vizinhos jogá-lo mais adiante, no descampado, enterrá-lo ou queimá-lo. Devem também ter cruzado os braços e passado uma esponja em tudo isso. Imagino que a plena luz do dia mostrará, pululando, nestas pirâmides de imundície acumuladas diante dos casebres, em meio dos quais devem brincar as crianças da vizinhança: as moscas, as baratas, os ratos, as incontáveis. Penso nas epidemias, nos fedores, nas mortes precoces. (p.315).
                Primeiro, um parêntese: entender a história requer bastante atenção, porque passado e presente estão muito juntos e os personagens vão e voltam. Mas é bastante interessante. É uma ficção – e o autor deixa claro que não buscou inspiração em nenhum fato verídico, mas que por outro lado, fez muitas pesquisas histórias para inventar com propriedade.
                A narração se passa no Peru no final dos anos 1950 e início dos anos 1960 (passado) e final dos anos 1970, início dos anos 1980 (deduzo eu), pois na leitura não ficou claro pra mim, ou passou desapercebido, qual é realmente a época presente da trama. É uma narrativa sobre o início da revolução socialista, no Peru. Conta um pouco da história do povo peruano, dos menos desfavorecidos, fala de pobreza, de fé, de homossexualidade, de amizade e principalmente de convicções políticas de personagens que idealizavam um país melhor para seu povo.
                A trama segue com um “suposto” amigo de Mayta, da época da escola, que segue por caminhos diferentes, sem contato com ele e atualmente recolhe, para escrever seu livro, entrevistas de personalidades que fizeram parte da vida desse personagem, que resumidamente era um revolucionário e romântico em suas convicções. Essas pessoas vão revelando, à sua maneira, as lembranças desse personagem e suas versões das vivencias políticas, revolucionárias, amorosas, entre outras de Mayta. É uma boa história. 

Desvendério – (Quem conta um conto omite um ponto e aumenta três) – Francisco Marques (Chico dos Bonecos)


Desvendério – (Quem conta um conto omite um ponto e aumenta três) – Francisco Marques (Chico dos Bonecos)
                Esse livro é bem poético, além de divertido. Eu peguei emprestado na biblioteca da Vila Formosa, pensando principalmente nos meus filhos, mas também nos meus alunos. É sempre bom conhecer antes o que vamos ler.
                Pablito e Gabrielzito não deram muita atenção. Mas, ontem mesmo, lemos juntos (eu e o Bibi) duas pequenas histórias deste livro: “O sol e o vento” e “O galo e a raposa”. São obras reescritas a partir das fábulas de La Fontaine, mas com uma roupagem nova, do escritor e mais do que isso, ao final das histórias, um convite a reflexão com o título de pescarias, onde o autor lança dois ou três comentários sobre a história e convida a pensar novas possibilidades.
        No início há uma história, baseada em um livro de Silvio Romero, contos populares. A história se chama O nome da fruta. Depois, vem “pescarias”, com algumas fábulas, “palavramiga” e “minha infância”.
                É um livro muito interessante, especialmente para contar para as crianças, gostei da história: O galo e a raposa; O sol e o vento; Jardineiros e jardins. E além das histórias, as propostas para pensar, são ótimas.
                Esse livro me fez lembrar de um filme: O palhaço, que apesar do título é mais para adultos do que para crianças. Não digo que esse livro seja todo indicado somente para adultos, mas grande parte, sim. E indicado no sentido de que algumas sutilezas precisam de “madureza” para se entender.
                Ah, um trecho do livro:
                ...O poema é a fruta
                  A poesia, o sabor.
                  O poema está no livro.
                  A poesia, no leitor. (p. 41)  (lindo, não é mesmo?)

Eva Luna - Isabel Allende


Minha mãe era uma pessoa silenciosa, capaz de dissimular-se entre os móveis, de perder-se no desenho do tapete, de não fazer o menor ruído, como se não existisse; contudo, na intimidade do quarto que dividíamos, ela se transformava. Começava a falar do passado ou a narrar suas histórias, e então o aposento se enchia de luz, desapareciam as paredes, dando lugar a incríveis paisagens, palácios abarrotados de objetos nunca vistos, países longínquos inventados por ela ou tirados da biblioteca do patrão; colocava a meus pés todos os tesouros do Oriente, a lua e mais ainda, reduzia-me ao tamanho de uma formiga, para eu sentir o universo a partir de minha pequenez, punha-me asas para vê-lo a partir do firmamento, dava-me uma cauda de peixe para conhecer o fundo do mar. Quando ela contava, o mundo povoava-se de personagens, algumas chegando a ser tão familiares, que ainda hoje, tanto anos depois, posso descrever suas roupas o tom de suas vozes. Ela conservou intatas suas lembranças da infância da Missão do frades, retinha as histórias ouvidas de passagem e aprendidas em suas leituras, elaborava as substâncias dos próprios sonhos e, com tais matérias, fabricou um mundo para mim. As palavras são grátis, costumava dizer e, e apropriava-se delas, eram todas suas. Semeou em minha cabeça a idéia de que a realidade não é apenas como percebida na superfície, possuindo também uma dimensão mágica e, tendo-se vontade, é legítimo exagerá-la e dar-lhe cor, para que a passagem por esta vida não se torne tão tediosa”. (pgs. 28/29)
           
         Para escrever sobre essa leitura resolvi citar um trecho que achei mágico, assim como são, as obras de Isabel. Para dizer a verdade, parece que nesse trecho encontro em palavras parte do que a leitura significa para mim. Na verdade, ás vezes parece até mesmo uma fuga e se ler fosse um ato ilícito ou uma droga, eu seria uma viciada, uma fora da lei. Mas, felizmente, é algo tido como bom em nossa sociedade e assim, posso expor meu vício sem maiores problemas.
         Porém, diferente da personagem, não acredito que seja uma boa contadora de histórias. Eu me esqueço rápido delas, mas é inclusive algo em que quero trabalhar, já que não tenho o dom natural, mas como sempre, vontade e determinação.
         Voltando ao livro e falando um pouco sobre Isabel Allende, eu simplesmente adorei a história de Eva Luna. Isabel é bastante imaginativa e sabe contar uma boa história, onde seus personagens nos levam a uma viagem sempre fantástica. E essa é mesmo incrível.
(emprestado da biblioteca Paulo Setúbal – 01/2012) 

Comer, Rezar, Amar - Elizabeth Gilbert



        ...”Todas as manhãs, eu percorria a circunferência da ilha na hora do nascer do sol e fazia isso de novo quando o sol se punha. Durante o resto do tempo, simplesmente ficava sentada e observava. Observava meus próprios pensamentos, observava minhas emoções, observava os pescadores. Os sábios iogues dizem que a dor da vida humana é causada pelas palavras, assim como toda a alegria. Nós criamos palavras para definir nossa experiência, e essas palavras trazem consigo emoções que nos sacodem como cães em uma coleira. Nós somos seduzidos por nossos próprios mantras (Eu sou um fracasso...Estou só...Sou um fracasso...Estou só...), e nos transformamos em monumentos a esses mantras. Passar algum tempo sem falar, portanto, é uma tentativa de se desvencilhar do poder das palavras, de parar de nos asfixiar com as palavras, de nos libertar de nossos mantras sufocantes.” (p. 334)
                Decidi que vou escrever sobre as minhas leituras com um trecho que me chamou a atenção no livro, que me tocou. Bom, é claro que se eu ler novamente o mesmo livro pode ser que seja especialmente tocada por outro trecho, porque tudo depende do momento em que se lê e uma nova leitura de um mesmo livro, nunca será exatamente a mesma (ainda bem). Isso explica uma das grandes mágicas da leitura, se é que mágica tem explicação.
                Bom, resumindo e sem querer explicar muito, no livro a jornalista norte americana Elizabeth Gilbert sai em busca de si mesma numa viagem por três países: Itália, Índia e Indonésia (Bali). Mas, fica claro que sua viagem interna é muito, muito maior e profunda. É uma história linda, porque fala de uma mulher que resolve sair em busca de si mesma, enfrentar os seus maiores medos, como a solidão e a depressão sozinha. É claro que ela encontra amigos em sua viagem (mas que certeza ela teria que os encontraria) e, além disso, seus maiores medos, suas maiores decisões, ela teve que enfrentar sozinha (o que realmente todos temos que fazer) e os enfrentou pra valer. Também consideremos o fato de que ela conseguiu sair para essa viagem de um ano mais ou menos protegida financeiramente, já que recebeu de uma editora o adiantamento dos direitos autorais do livro (que já tinha em mente escrever), sobre a sua viagem aos três países. Mas, por outro lado, ela tinha acabado de perder tudo o que tinha em um processo de divórcio e também não devia contar com o sucesso que foi seu livro, que inclusive virou filme protagonizado por Júlia Roberts. No exemplar que tenho em mãos (biblioteca Paulo Setúbal), consta na capa a impressionante marca de “Mais de 8 milhões de exemplares vendidos”.
                O mais legal dessa leitura é a maneira como a Liz escreve, com muito bom humor, é realmente uma leitura cativante.
                Comer, rezar, amar – Elizabeth Gilbert – editora objetiva 

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O Buraco da Agulha - Ken Follet

Acabei de ler "O Buraco da Agulha", de Ken Follet. 
Gostar ou não de um livro, uma leitura, depende também de nosso estado de espírito. No início, eu quase abandonei a leitura desse livro. Mas, ainda bem que não o fiz. É uma história muito boa, sobre espionagem, na II Guerra Mundial. No final, então, parece que estamos em um filme de suspense, mas com direito a final feliz. Resumindo, um espião alemão se infiltra na Inglaterra, consegue imagens reveladoras sobre plano de guerra dos países aliados. Ele tem várias identidades e não hesita em matar, inclusive, por seu país. Depois de descobrir um grande segredo, tenta retornar para a Alemanha. Não é somente a guerra o assunto do livro, traça um perfil psicológico muito interessante de uma personagem, Lucy, que acaba virando uma espécie de heroína para seu país, Inglaterra. Além disso, ela acaba encontrando com o espião alemão, Die Nadel, que para ela é Henry. 
Bom , a história é muito, muito boa e eu não estou tão inspirada para escrever sobre ela. 
Só queria registrar que gostei, muito. 

domingo, 1 de abril de 2012

SER FELIZ AGORA

Muitas vezes nosso dia a dia é bem difícil, estressante e desanimador. Afinal, muitas vezes ele é tão monótono.
Mas, pensando bem:
Se reclamamos da segunda-feira, torcemos para que o expediente acabe, só gostamos das sextas-feiras, sábados, domingos, feriados e férias, então não há motivo para reclamar quando: nossos filhos forem embora de casa, perdermos nossos familiares mais velhos e tão queridos e quando nós mesmos estivermos velhos e com a morte batendo a nossa porta. Afinal, sempre torcemos para chegar o fim do expediente, fim de semana, fim de ano, fim da vida...
Portanto, vamos viver cada momento, cada dia, aproveitar a "viagem" e ser feliz AGORA!