terça-feira, 6 de novembro de 2012

Papel de pai - Giselda Laporta Nicolelis

Bom, como o próprio título diz, fala sobre um pai. Mas uma pai muito especial, pois tem apenas 13 anos de idade e sua namorada, 16.
É muito legal pois traz todas as dificuldades e conflitos de um pai adolescente, além também de uma mãe adolescente. Mas o que achei legal foi mesmo esse enfoque no pai adolescente.
O livro tem uma linguagem bem legal, própria para esse público. Gostei muito.
Aliás, foi outro livro que o Pablito teve que ler para a escola, para fazer uma prova e (ainda bem), ele gostou  
bastante também.

A invenção de Hugo Cabret - Brian Selznick

É um livro lindo tanto pela história quanto pela estética. É diferente tem muitas ilustrações que remetem aos quadrinhos. É a história de um menino que perdeu o pai, é criado por um tio, num quartinho de uma estação de trem. O tio sumiu, ele está sozinho. Mantém os relógios da estação funcionando e tem um boneco autômato que guarda um segredo. Vai conhecer um senhor mais misterioso ainda, que vai transformar sua vida, ao mesmo tempo que o menino transforma a vida desse homem. É muito, muito interessante. Se passa na Paris, se não me engano, dos anos 1930 ou 1940... Ah e fala bastante sobre o cinema e a história do cinema.
Muito recomendado também para adolescentes, aliás o Pablito ganhou esse livro na escola, esse ano.
Ah, o filme também é belíssimo...

O apanhador no campo de centeio - J.D. Salinger

É um livro emocionante. O narrador é um adolescente, usa gírias e não tem nenhuma trama mirabulosa ou complexa, mas ao mesmo tempo sua autenticidade fala sobre tudo de modo tocante e questionador. É realmente um dos livros mais marcantes que eu já li.

Chão de Meninos - Zélia Gattai

Primeiro eu li Anarquistas Graças a Deus, de Zélia Gattai. Me apaixonei.
Talvez por ter gostado tanto do primeiro livro de Zélia que li, me decepcionei um pouco com Chão de Meninos. Ainda tem a graça da autora contadora de histórias como ninguém. Mas, os vários e vários nomes, tantos personagens... talvez tenha carregado demais a leitura. Mas ainda vale a pena pelas histórias e por saber um pouco mais da história de Zélia, Jorge Amado e sua família e como pano de fundo, um pouco da história do Brasil.