domingo, 28 de julho de 2013

Leite Derramado - Chico Buarque

Eu  li esse livro em um dia e meio, aproximadamente. É muito bom e não dá vontade de largar...
O personagem principal  narra sua própria história através de um monólogo onde ás vezes parece conversar sozinho, outras com a filha ou a enfermeira. Mas ele não é o único personagem, pois narra sua própria vida e seus amores, ou melhor, seu grande amor, sua mulher, mãe de sua única filha. Também vai falando de seu avô e acaba contando um pouco da História do Brasil, também.
Ele era de uma família de posses e viajava bastante, além de ter uma vida bem confortável. Porém, após a morte trágica do pai, sua família começa a entrar em decadência financeira e após muitas reviravoltas em sua vida, ele termina seus dias, antes de entrar no hospital, morando em um lugar muito, muito precário com sua única filha, esta já com mais de80 anos.
É um livro tocante. Gostei muito mesmo.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Férias Julho 2013

É mais umas férias, que no meu caso é apenas recesso.
Mas o Pá e o Gá ao todo ficarão uns 40 dias de férias.
Ainda não deu pra viajar, e aliás foi bem corrido, afinal mudamos de residência.
Mas, o que eu estou pensando agora, depois de rever "algumas férias" de anos anteriores é "como as coisas mudam". Não muda o amor e nem a união de nossa família - um verdadeiro tesouro pra mim - mas os meninos estão crescendo....
A adolescência chegando e eles querem mais é ficar mesmo em seus próprios mundos. Nós até jogamos juntos, fomos ao cinema, conversamos, mas já não mais com a mesma frequência.
O Pá adora ficar nas redes sociais e tocar violão.
O Bi adora um jogo no vídeo game ou no PC. Também curti muito assistir filmes e vídeos na internet. Aliás ele vive trazendo novidades desses vídeos, experiências e até mesmo receitas.
Já fizemos junto através de suas indicações, rocambole prestígio, marzipã e pipoca doce. E deu muito certo!
O Bi diz que quer ser chef de cozinha e ele tem talento.
O Pá fala muito em fazer intercambio, pensou em fazer economia, mas o que ele quer mesmo é estudar fora.
Bom, meu Gato está na imobiliária e também começa a fazer História agora em agosto. Está empolgado e quer saber, tenho certeza que ele será um grande professor. É inteligente, tem carisma, é crítico, criativo e tem muito jeito para lidar com as pessoas.
Enquanto escrevo o Bi está de olho pra ver se eu não registro nada demais.... fazendo ele pagar um grande mico! Ele é um FOFO e ele sabe que eu O AMO. Só que como eu não sou de ficar falando, ás vezes parece que ele esquece... (rsssss). Na  verdade ele tá numas de brincar comigo e dizer que para o Pablo  (que é vegetariano) eu faço tudo e pra ele....deixo a desejar. Ele fala que é "zoeira". Ainda bem. Bom, acho que já escrevi bastante. Vou ficando por aqui.
Ah, em tempo, não estou reclamando. Curto cada fase da vida dos meus filhos e cada uma tem seu lado bom  e outro não tão bom, como tudo na vida. Mas, meus filhos estão MESMO crescendo e não quero nem pensar onde isso vai dar, apesar de saber. Meus queridos AMO vocês ontem, hoje e sempre!

O Homem que Roubava Horas - Daniel Munduruku e Janaina Tokitaka

É uma história que faz pensar e isso é muito bom.
Além do mais é contada de maneira bem poética.
É indicado para quem quer fazer pensar e refletir sobre o tempo e o uso que fazemos dele.
Bem legal.

As Vinhas da Ira - John Steinbeck

Um título que busquei como referencia de clássicos. É um clássico norte americano que retrata um período crítico economicamente que foi a década de 1930.

Uma família é obrigada a deixar as terras em que ocupavam e partem rumo a Califórnia. A viagem é longa, muito longa e os recursos escassos. No caminho eles encontram muitas dificuldades inclusive tendo que racionar muito a comida e a água e a viagem ocorre em péssimas condições. Enfim a família parte com pai, mãe, 3 filhos adultos e duas crianças, avó e avô. Além de contar com a presença do marido da filha, que está grávida e de um ex-pastor e um cachorro. Mas as condições são tão adversas que nem todos completam a viagem.

No caminho eles se deparam com verdadeiras caravanas de outras famílias em busca de trabalho, viajando  em péssimas condições, como eles. São famílias inteiras praticamente despejadas de suas moradias (campo), que foram  invadidos pelos ricos e poderosos, pelo progresso, pelas máquinas.

Elas nutrem, por meio de um panfleto que aponta novas oportunidades e empregos, a grande esperança de poderem trabalhar na Califórnia e começarem uma nova vida. Mas vão descobrir que não há trabalho para todos e vão se deparar com a hostilidade e com a exploração do trabalho que faz do homem um refém que acaba trabalhando somente a troco de alimentação, somente para que ele e os seus não morram de fome.

Em meio a tanta miséria há pessoas que se unem para lutar por mais direitos e dignidade, porém, qualquer movimento é fortemente repreendido pela polícia.

É uma história triste mas ao mesmo tempo de luta de uma família e mostra principalmente a força de uma mãe, incansável trabalhadora que tenta manter a família unida. Além de trazer um panorama sobre uma época de crise mundial. Também, mostra um lado obscuro dos Estados Unidos onde nem tudo é belo e onde as oportunidades não são para todos, pois mesmo os próprios filhos desta Terra forma expulsos e não tem acolhida ou oportunidades. São multidões que buscam sobreviver em seu próprio país, pois foram expulsas pelo progresso e pelo poderio dos grandes proprietários de terra.

Outro ponto marcante desse livro são os diálogos que nos levam a reflexões sobre crenças, sobre a vida e também sobre luta, pois em muitos momentos alguns personagem apontam a necessidade de união para se conseguir algum objetivo e percebem que sozinhos não temos força mas unidos, podemos muito.
É uma bela história.

Ser Escravo no Brasil - Kátia Mattoso de Queirós

No curso de História tem uma disciplina chamada História do Brasil I. Esse livro foi referência para algumas aulas. O tema me interessa muito e o encontrei na biblioteca.
Comecei a ler e gostei muito. É um livro muito bem documentado e ao mesmo tempo com uma narrativa encantadora.´
É claro que como o próprio título mostra não encontramos romantismos, muito pelo contrário. São fontes que nos mostram os horrores da vida do escravo africano no Brasil. Mas também aborda o cotidiano desses escravos, especialmente na Bahia mas também fala um pouco do Rio de Janeiro, Minas e São Paulo. Mostra as diferenças entre os escravos das diferentes regiões do país e também as diferenças entre os  escravos urbanos e rurais.
Também faz uma abordagem da prática escravagista na África - diversa da que ocorreu no Brasil e em outros lugares do mundo - e também aponta até mesmo para a escravidão que acontecia também em alguns quilombos.
O livro trata ainda das irmandades e resistências. Enfim, é um livro de estudo mas nada cansativo. É uma grande fonte de estudo e também para conhecer mais sobre o assunto. Muito, muito bom.
Em tempo, ele também foi referencia para um trabalho de PPI do segundo semestre.