quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Um estudo em Vermelho - Arthur Conan Doyle

É a primeira história de Sherlock Holmes. Eu ainda não tinha lido nada desse autor e adorei.
Ele desvenda o mistério na primeira parte e na segunda traça todo o drama dos envolvidos: vítimas e assassino, se é que nessa história pode-se dizer assim. É uma história de vingança e uma trama muito bem traçada. Além de se passar na Londres do século XIX. Adoro o lugar e a época. 
Adorei, de verdade.
Ah, é um livro que o Pablito ganhou na escola. Também estava em casa há um tempo e nessas férias resolvi ler. E não me arrependi. Aliás, os clássicos são mesmo, os melhores. 

Umberto Eco - O nome da Rosa

Não sei se já registrei a leitura desse livro.
Eu o li no ano passado e gostei muito. Trata de mistérios, alguns crimes, mas acima de tudo, mostra o dia a dia dos religiosos católicos e o poder da Igreja. Um livro muito bem escrito e cativante.
É um daqueles livros que eu quero ler ainda muitas vezes mais. 

O Queijo e os Vermes - Carlo Ginzburg

Esse livro eu li o ano passado e reli agora nas férias.
É um livro típico de um método da história que procura estudar algo comum através do particular.
Nesse caso o escritor vasculhou a vida de Menocchio, um moleiro dos campos da Itália, do século XVI. 
Esse senhor era um tanto incomum. Bem incomum. Ele ousou conversar com as pessoas sobre suas idéias que contestavam o poder da Igreja e até mesmo o próprio Cristianismo.
Ele tinha ideias como: "A bíblia havia sido escrita por padres e freiras que não tinham o que fazer", ou "Se Jesus fosse o filho de Deus, porque morreu na cruz", entre outras. Que parecem verdadeiros absurdos e heresias para a maioria das pessoas (não para mim), nos dias atuais, imagine na época, em que a Igreja dominava o mundo. 
Bem, tais conversas e pensamentos o levaram a Inquisição. Ele foi preso, torturado e é incrível a sua gana por dizer o que pensava. 
É uma história muito, muito interessante. E o autor busca as informações através de documentos e tenta reconstruir os caminhos que levaram Menocchio aos seus pensamentos tão diferentes. Faz, por exemplo, uma busca em suas leituras e diálogos. 
Um ótimo livro para quem gosta de História e mesmo para quem não estuda o assunto. 


Jubiabá - Jorge Amado

Esse livro eu li no ano passado. (emprestado da minha mãe). 
É uma história de pessoas simples, que se passa na Bahia. Pessoas comuns e quase todas a margem da sociedade. São os excluídos. Tem bastante crítica social e em alguns momentos é comovente.
É o primeiro livro de Jorge Amado que eu li e gostei. Principalmente pelas críticas sociais. 

Círculo do Livro S/A 

O Guia do Mochileiro das Galáxias - Douglas Adams

Bom, eu gosto de ler gêneros diferentes, de variar. 
Esse livro o Pablo que quis ler e pegamos emprestado na biblioteca. 
Apesar de ter uma mensagem legal sobre a humanidade, sobre os seres humanos, não gostei muito não. 
Talvez sejo o estilo, ficção científica, com muitas palavras complicadas e personagens diferentes, com duas cabeças, três braços, por exemplo, sei lá. 
É a história de um sujeito que é salvo da destruição do planeta Terra e vai parar em Magrathea. Um outro planeta. Bom, existem vários planetas habitados e várias espécies de vida na história. Até que é interessante, mas talvez eu não tenha gostado muito pelos elementos, personagens, paisagens, tudo muito, muito distante...

Editora Sextante.

O sofá estampado - Lygia Bojunga

Esse livro ficou um tempão em casa e eu não lia. O Gabriel pegou emprestado na escola.
Daí, nessas férias resolvi ler. 
Adorei. É uma história emocionante, cheia de metáforas e poesia. Seus personagens quase todos são animais, mas com comportamentos e vida bem humanas. É uma graça. O personagem mais cativante é o tatu Vítor. 
Um trecho do livro onde Vítor relembra sua infância e as conversas com a avó;

"Ele olhou pra ela, quis pedir pra ela não morrer, mas deu vergonha: a mãe vivia dizendo que tatu pedinchão é a coisa pior que existe. E então ele perguntou pra mudar de assunto:
- Vó, quando você faz essas viagens compridas, o que você vê mais: floresta ou mar?
 A Vó franziu a testa. E só aí que o Vítor reparou que quando ela franzia a tesa daquele jeito aparecia uma ruga diferente: curtinha mas bem funda.
- O que vejo mais é gente pobre e bicho perseguido, é isso que eu vejo mais". (p.40)

José Olympio editora - 29ª edição. 



domingo, 27 de janeiro de 2013

Morrer não é o fim - Admir Serrano

É um livro que aborda a morte com naturalidade, dentro da perspectiva de que ela não é um fim.
A vida continua. Assim, o autor traz vários casos de visões no leito de morte, lembranças de outras vidas e saídas do corpo com uma abordagem científica, já que cita vários trabalhos de médicos e outros profissionais que resolveram encarar o assunto com cientificidade.
É, sem dúvida, um livro reconfortante, especialmente quando perdemos entes tão queridos (como minha irmãzinha Adriana) e ficamos a nos perguntar o que será que acontece do lado de lá? Será que ela está bem? Exite vida após a morte? 
Bem, esse livro tenta provar que Morrer não é o fim.
(Editora Petit - São Paulo - 2008)

Agostinho - Huberto Rohden

Gostei da história, mas esperava mais. Isso porque a vida de Agostinho é contada com muitos comentários com tendências moralistas. Mas é uma boa história, com passagens muito interessantes. li
Editora Alvorada - 5ª Edição.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Os Bandeirantes - Mustafa Yazbek

Esse livro, da editora Ática é um paradidático muito legal. O Gabriel ganhou na escola.
Como a própria edição afirma, é uma história fictícia, mas baseado na História, em documentos e pesquisas.
Depois, ainda tem o contexto da época e a cronologia.
Realmente adorei o livro e devorei. Quero até comprar os vários títulos da coleção.
Para saber mais e para trabalhar em sala de aula, de maneira leve e ao mesmo tempo com o rigor da Ciência.
Excelente.

Jerusa - Olympia S. Belém

É um romance mediúnico que narra a história de três personagens principais, em três diferentes existências.
A história fica confusa, algumas vezes.
Sinceramente, achei um romance fraco, se bem que no início, quando narra a vida dos ciganos, é bem agradável de se ler.


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint - Exupéry

(Ed. Agir, 1997 - 45ª edição)
Um clássico que eu ainda não tinha lido. É fácil explicar porque é um livro tão lido: ele é simples e tocante.
Sua narrativa é feita em metáforas que nos fazem lembrar várias vezes de pessoas e mundos reais.
É um livro de fantasias que parecem infantis, mas na verdade, creio que são para adultos, para que retomem a simplicidade de crianças e observem a beleza da vida.
É um livro curtinho, pode ser lido facilmente e é realmente encantador.
O Pequeno Príncipe resolve viajar e passa por vários asteróides e no primeiro encontra um rei.
Esse é um trecho do livro:
O primeiro era habitado por um rei. O rei sentava-se vestido de púrpura e arminho, num trono muito simples, posto que majestoso. 
- Ah! Eis um súdito, exclamou o rei ao dar com o principezinho.
E o principezinho perguntou a si mesmo:
- Como pode ele reconhecer-me, se jamais me viu?
Ele não sabia que, para os reis, o mundo é muito simplificado. Todos os homens são súditos. (p.35)

E quantas pessoas não se sentem reis e rainhas e para elas, os outros são seus súditos?

Enfim, é um livro feito de metáforas, que encanta.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Prometeu - Alceste (Ésquilo - Eurípedes)

Mais um livro que o Pablo ganhou na escola e que eu adorei. São duas peças gregas, da Grécia antiga, seus autores viveram no século V a.C. Este é um grande motivo para eu adorar os clássicos. Eles tratam de questões da humanidade, de tempos tão antigos e que perduram até hoje em dia. A adaptação dos textos é de Luiz Antonio Aguiar e as ilustrações de Marcelo Pimentel. 

Prometeu:
Muitos textos da Grécia antiga misturavam aos seus personagens os deuses mitológicos. Prometeu, o personagem principal dessa peça é um deus. Ele é punido com uma pena muito dolorosa. Fica preso em um rochedo, longe de tudo, acorrentado e ainda pregado. Não fosse pouco, todos os dias uma ave terrível come seu fígado, que é reconstituído para sua refeição do dia seguinte. E como Prometeu é um deus, tem vida eterna, sua pena deve ser perpétua. 
Quem condenou Prometeu foi Zeus, pois Prometeu mostrou a humanidade o fogo e também iluminou a todos com o poder do pensar, refletir, questionar. Zeus, o deus todo poderoso não queria que a humanidade se "iluminasse", deveria permanecer na ignorância. Por isso, castigou Prometeu. Mas, o destino reserva coisas que nem mesmo Zeus sabe, somente Prometeu, que também tem o dom da profecia e sabe que seu destino deve mudar e seu castigo um dia terá um final. 
A história é muito interessante também pelos diálogos e pelas questões que levanta. Por exemplo, Prometeu afirma que mesmo sabendo que seria punido, não se arrepende e faria tudo de novo. É um herói e ao mesmo tempo, trava diálogos muito interessantes e ás vezes até hostil com quem vai visitá-lo. 
Trecho (Diálogo entre Oceano e Prometeu):
"Oceano: Salve, meu irmão Prometeu! Depois de percorrer países imensos puxado puxado por este monstro alado, e não tem freio e me leva independentemente da minha vontade, finalmente consegui chegar até aqui para me colocar ao seu lado. Diga-me, Prometeu, o que posso fazer para ajudá-lo? 
Prometeu: E você não sabe?
[Ri.]
Pede a mim, nesta condição desgraçada em que me encontro, para ajudar você... a me ajudar! Mas que curioso. Será que você veio até esta rocha erma realmente para me prestar auxílio ou para assistir ao espetáculo de minha tortura? Porque tenho certeza de que você e todos os demais deuses sabem muito bem o que deve ser feito! Devem derrubar aquele que eu ajudei a subir ao trono! (pps. 30-31)

Alceste
Outra tragédia com um tema intrigante. Um rei vai morrer e somente se alguém se sacrificar em seu lugar, terá sua morte adiada. Ele recorre aos seus pais, já bem velhos, para morrerem por ele, mas estes não aceitam. Somente sua jovem esposa, Alceste, é quem aceita morrer para que seu marido viva. A cena já começa com Alceste no leito de morte e as comoventes despedidas de seu marido, filhos, empregados. É bem triste. Também é uma peça que tem deuses como personagens, tais como Apolo e Hércules. Aliás, este último dá um final surpreendente para a história. Somente o fato de uma esposa aceitar morrer pelo marido já é bastante intrigante. Mas a leitura traz também diálogos que nos fazem pensar. Como o do filho acusando o pai de ter deixado que sua esposa morra, enquanto ele, pai, velho, podia morrer por ela. Ao que o pai retruca que o filho é um covarde, pois quem deveria morrer era ele. Enfim, há diálogos incríveis. É um livro, muito bom.

Trecho (Héracles falando a um Servo)
" Servo de Admeto, que tristeza é essa? Por que esse luto, essa sua cabeça raspada e essas suas roupas negras? Sua obrigação é servir aos hóspedes sem demonstrar desagrado, sejam lá quais forem os problemas por que esteja passando. Como então você ousa exibir essa sua cara sombria a um amigo do rei? Ora, deixe eu lhe ensinar uma coisa. Sim, algo que você parece desconhecer. Todos morreremos, mais cedo ou mais tarde. Na verdade, quem pode dizer que acordará vivo amanhã? Ninguém é capaz de prever seus futuro, e nenhum conhecimento jamais controlará o destino.
Então, agora, que aprendeu isso, me traga mais vinho. Quero música! Quero alegria em torno de mim. Nós, os mortais, somos donos apenas de nosso presente e o resto está fora de nossas mãos. Assim, beba comigo e festeje o fato de estar vivo aqui e agora. Viva Dionísio, o deus mais generoso em relação aos mortais. Dele vêm os maiores prazeres que temos direito neste mundo.
Vem, deixa de lado a sua tristeza. Vamos fazer nossas taças dançarem. Enfeita a sua cabeça! Para as pessoas amarguradas, a vida só é feita de desgraças. Não sabem apreciar o que ela pode nos oferecer."
(pps. 101-102)


Eu recomendo para jovens leitores, mas também para leitores de todas as idades. São clássicos para serem lidos e relidos.