Alguns trechos:
(Práticas de leitura)
"À hora do chá, porém, mr. Bennet achou que a dose fora suficiente. E de bom grado acompanhou o hóspede até a sala; terminado o chá, convidou-o a ler em voz alta para as senhoras. Mr. Collins consentiu prontamente. Entregaram-lhe um livro, mas ao lançar um olhar sobre o volume (tudo indicava que era de uma biblioteca circulante) ele se recusou e, desculpando-se declarou que nunca lia romances. Kitty olhou-o fixamente, e Lydia teve uma exclamação de espanto. Foram buscar outros livros. E, depois de examiná-los, escolheu os Sermões, de Fordyce. Lydia olhou atônita para o volume aberto e, antes que ele tivesse lido três páginas com monótona solenidade, interrompendo-o, dizendo". (...) pps 84-85
(Pensamentos à respeito do casamento)
"Depois de uma pausa embaraçosa, as duas amigas se reuniram ao resto da família. Charlotte não se demorou mais por muito tempo. E Elizabeth teve o ensejo de refletir sobre o que acabara de ouvir. Mas só muito tempo depois é que se conformou com a ideia de um casamento tão disparatado. A extravagancia de mr. Collins, fazendo duas propostas de casamento em três dias, não era nada em comparação com o consentimento de Charlotte. Elizabeth sempre desconfiava de que a opinião de Charlotte sobre o casamento não se parecia muito com a sua. Mas nunca poderia ter suposto que, no instante de confrontar as suas ideias com a realidade, ela fosse capaz de sacrificar todos os seus melhores sentimentos às vantagens mundanas. Charlotte mulher de mr. Collins era um quadro humilhante. E à dor de ver uma amiga se rebaixar assim na sua estima acrescia a triste convicção de que era impossível que aquela mesma amiga fosse feliz no caminho que escolhera". (p.149)
Bom, o que é legal ao ler esse livro é pensar na ousadia da escritora, que o publicou no início do século XIX. E o melhor também não é a história, que é até um pouco fraca, eu acho. Mas vale a pena ver os diálogos, as sutilezas com que a autora nos mostra os costumes e hipocrisias da sociedade, na época. Por esse aspecto é um livro muito bom.
Esse blog foi criado para compartilhar idéias, pensamentos, acontecimentos, com artigos ou simplesmente dicas sobre livros, filmes, músicas, passeios, educação, enfim, sobre as várias coisas boas da vida, para dividir experiências e pensamentos e para registrar bons momentos. Sejam Bem-Vindos!
sábado, 28 de julho de 2012
Romeu e Julieta - Izabel de Lorenzo ; Willian Shakespeare
Bom, estava de férias e lá fui eu pra biblioteca. Romeu e Julieta foi um dos livros que peguei. Queria ler algum clássico e já tinha lido Hamlet, de Shakespeare e adorado.
Então, esse romance não foi diferente. É uma triste história de amor, mas também fala sobre costumes e tem também doses de humor. É um romance muito inteligente. E como a autora colocou, podemos nos surpreender, pois quase todo mundo tem uma ideia da história, que na verdade é diferente. Vale muito a pena.
Ah, também para adolescentes, é muito legal.
Então, esse romance não foi diferente. É uma triste história de amor, mas também fala sobre costumes e tem também doses de humor. É um romance muito inteligente. E como a autora colocou, podemos nos surpreender, pois quase todo mundo tem uma ideia da história, que na verdade é diferente. Vale muito a pena.
Ah, também para adolescentes, é muito legal.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Brás, Bexiga e Barra Funda e outros contos - Alcântara Machao
Esse livro eu resolvi ler e empregar no trabalho de história sobre a São Paulo do início do século XX, seus costumes e seu retrato. Resolvi adotar esse livro, justamente porque estava muito focada em "Anarquistas, Graças a Deus", e por ser um trabalho científico, precisava de outra referência.
Não digo que foi uma leitura chata, mas devido ter acabado de ler o livro da Zélia, muito prazeroso de ler, senti um pouco ter de ler os contos de Alcântara Machado e não encontrar tanto prazer como o outro.
Bom, são contos que o autor escreveu da São Paulo dos anos 1920, se não me engano, foi escrito em 1927. O autor fez parte do movimento modernista e seus contos tem essa cara moderna. São realmente retratos e não tem acabamentos com final feliz. São retratos e ponto. Também trazem bastante de crítica social e esse foi o aspecto que eu mais gostei, no livro.
Fonte: Biblioteca Paulo Setúbal
Não digo que foi uma leitura chata, mas devido ter acabado de ler o livro da Zélia, muito prazeroso de ler, senti um pouco ter de ler os contos de Alcântara Machado e não encontrar tanto prazer como o outro.
Bom, são contos que o autor escreveu da São Paulo dos anos 1920, se não me engano, foi escrito em 1927. O autor fez parte do movimento modernista e seus contos tem essa cara moderna. São realmente retratos e não tem acabamentos com final feliz. São retratos e ponto. Também trazem bastante de crítica social e esse foi o aspecto que eu mais gostei, no livro.
Fonte: Biblioteca Paulo Setúbal
Anarquistas, Graças a Deus - Zélia Gattai
Bom, esse livro foi uma paixão.
Tanto que "aproveitei" para fazer inclusive um projeto de história, do curso Alfabetização e Letramento.
E não enjoei de ler e reler.
São histórias da infância de Zélia, que descende de um família de imigrantes italianos. São histórias tristes, engraçadas e de luta. Fala também sobre os anarquistas, que não aceitavam ser dominados por governos, também eram contra as religiões, por isso, o título Anarquistas, Graças a Deus, é também uma ironia.
Para os moralistas, anarquistas são no mínimo, bagunceiros e gente ruim. Lendo o livro, no entanto, as ideias são desmistificadas, sem no entanto ter esse propósito, pelo menos ao que parece. Isso porque são relatos de infância e da vida da família Gattai. Não há pretensão. E, a propósito os anarquistas eram muito unidos e trabalhadores. Tinham o ideal socialista e ajudavam uns aos outros, além de não demonstrarem preconceitos e de lutarem pela igualdade de direitos para todos.
Enfim, é um livro pra ler e reler muitas vezes.
Ah, meu trabalho foi para falar de literatura e história, nesse caso, a história da São Paulo do início do século XX. Onde, é abordado cinema, música, esportes, ruas, casas, transportes, os próprios anarquistas, enfim. Também utilizei do livro Brás, Bexiga e Barra Funda, de Alcântara Machado.
Fonte: Um achado em alguns livros que minha mãe ganhou.
Tanto que "aproveitei" para fazer inclusive um projeto de história, do curso Alfabetização e Letramento.
E não enjoei de ler e reler.
São histórias da infância de Zélia, que descende de um família de imigrantes italianos. São histórias tristes, engraçadas e de luta. Fala também sobre os anarquistas, que não aceitavam ser dominados por governos, também eram contra as religiões, por isso, o título Anarquistas, Graças a Deus, é também uma ironia.
Para os moralistas, anarquistas são no mínimo, bagunceiros e gente ruim. Lendo o livro, no entanto, as ideias são desmistificadas, sem no entanto ter esse propósito, pelo menos ao que parece. Isso porque são relatos de infância e da vida da família Gattai. Não há pretensão. E, a propósito os anarquistas eram muito unidos e trabalhadores. Tinham o ideal socialista e ajudavam uns aos outros, além de não demonstrarem preconceitos e de lutarem pela igualdade de direitos para todos.
Enfim, é um livro pra ler e reler muitas vezes.
Ah, meu trabalho foi para falar de literatura e história, nesse caso, a história da São Paulo do início do século XX. Onde, é abordado cinema, música, esportes, ruas, casas, transportes, os próprios anarquistas, enfim. Também utilizei do livro Brás, Bexiga e Barra Funda, de Alcântara Machado.
Fonte: Um achado em alguns livros que minha mãe ganhou.
Édipo, o maldito - Marie-Thérèse Davidson
Acabo de ler esse livro, ainda curtindo o recesso desse ano, com bastante frio e chuva.
Bom, eu gosto muito, muito mesmo desses mitos gregos. Embora ainda não tenha lido muitos.
Eu simplesmente adorei este que acabo de ler. Acho que conta muito também a forma como o mito é contado. E eu gostei bastante dessa versão. Sim, pois de acordo com a autora, são muitas versões para o mesmo mito, que vão desde a literatura, passando pelo teatro, poemas e até cinema.
Édipo é um filho bastardo que sabendo que pode matar seus pais, resolve abandonar o lar. Vira andarilho, chega a uma cidade, que parece abandonada, Tebas e é surpreendido pela esfinge, maldição metade mulher, metade leão, com grandes asas de pássaros, que o convida para decifrar um enigma, caso contrário, morrerá. Ele então, decifra o enigma. Vira rei de Tebas e se casa com Jocasta, a recém-viúva. Com ela tem quatro filhos. A cidade volta a ter uma maldição e é assolada por uma peste. Para salvar a cidade, ele precisa encontrar e banir a pessoa que matou o rei. Aí começa sua procura que termina em tragédia, assim como a vida de sua mulher. Claro, não vou contar tudo, mas é uma grande leitura. Indicado inclusive, para adolescentes.
Temas: a vida e seu valor; destino; liberdade.
Fonte: Biblioteca Paulo Setúbal
Bom, eu gosto muito, muito mesmo desses mitos gregos. Embora ainda não tenha lido muitos.
Eu simplesmente adorei este que acabo de ler. Acho que conta muito também a forma como o mito é contado. E eu gostei bastante dessa versão. Sim, pois de acordo com a autora, são muitas versões para o mesmo mito, que vão desde a literatura, passando pelo teatro, poemas e até cinema.
Édipo é um filho bastardo que sabendo que pode matar seus pais, resolve abandonar o lar. Vira andarilho, chega a uma cidade, que parece abandonada, Tebas e é surpreendido pela esfinge, maldição metade mulher, metade leão, com grandes asas de pássaros, que o convida para decifrar um enigma, caso contrário, morrerá. Ele então, decifra o enigma. Vira rei de Tebas e se casa com Jocasta, a recém-viúva. Com ela tem quatro filhos. A cidade volta a ter uma maldição e é assolada por uma peste. Para salvar a cidade, ele precisa encontrar e banir a pessoa que matou o rei. Aí começa sua procura que termina em tragédia, assim como a vida de sua mulher. Claro, não vou contar tudo, mas é uma grande leitura. Indicado inclusive, para adolescentes.
Temas: a vida e seu valor; destino; liberdade.
Fonte: Biblioteca Paulo Setúbal
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