sábado, 28 de julho de 2012

Orgulho e Preconceito - Jane Austen

Alguns trechos:
(Práticas de leitura)
"À hora do chá, porém, mr. Bennet achou que a dose fora suficiente. E de bom grado acompanhou o hóspede até a sala; terminado o chá, convidou-o a ler em voz alta para as senhoras. Mr. Collins consentiu prontamente. Entregaram-lhe um livro, mas ao lançar um olhar sobre o volume (tudo indicava que era de uma biblioteca circulante) ele se recusou e, desculpando-se declarou que nunca lia romances. Kitty olhou-o fixamente, e Lydia teve uma exclamação de espanto. Foram buscar outros livros. E, depois de examiná-los, escolheu os Sermões, de Fordyce. Lydia olhou atônita para o volume aberto e, antes que ele tivesse lido três páginas com monótona solenidade, interrompendo-o, dizendo". (...) pps 84-85

(Pensamentos à respeito do casamento)
"Depois de uma pausa embaraçosa, as duas amigas se reuniram ao resto da família. Charlotte não se demorou mais por muito tempo. E Elizabeth teve o ensejo de refletir sobre o que acabara de ouvir. Mas só muito tempo depois é que se conformou com a ideia de um casamento tão disparatado. A extravagancia de mr. Collins, fazendo duas propostas de casamento em três dias, não era nada em comparação com o consentimento de Charlotte. Elizabeth sempre desconfiava de que a opinião de Charlotte sobre o casamento não se parecia muito com a sua. Mas nunca poderia ter suposto que, no instante de confrontar as suas ideias com a realidade, ela fosse capaz de sacrificar todos os seus melhores sentimentos às vantagens mundanas. Charlotte mulher de mr. Collins era um quadro humilhante. E à dor de ver uma amiga se rebaixar assim na sua estima acrescia a triste convicção de que era impossível que aquela mesma amiga fosse feliz no caminho que escolhera". (p.149)

Bom, o que é legal ao ler esse livro é pensar na ousadia da escritora, que o publicou no início do século XIX. E o melhor também não é a história, que é até um pouco fraca, eu acho. Mas vale a pena ver os diálogos, as sutilezas com que a autora nos mostra os costumes e hipocrisias da sociedade, na época. Por esse aspecto é um livro muito bom.



Romeu e Julieta - Izabel de Lorenzo ; Willian Shakespeare

Bom, estava de férias e lá fui eu pra biblioteca. Romeu e Julieta foi um dos livros que peguei. Queria ler algum clássico e já tinha lido Hamlet, de Shakespeare e adorado.
Então, esse romance não foi diferente. É uma triste história de amor, mas também fala sobre costumes e tem também doses de humor. É um romance muito inteligente. E como a autora colocou, podemos nos surpreender, pois quase todo mundo tem uma ideia da história, que na verdade é diferente. Vale muito a pena.
Ah, também para adolescentes, é muito legal.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Zélia Gattai fala sobre como começou a escrever

Brás, Bexiga e Barra Funda e outros contos - Alcântara Machao

Esse livro eu resolvi ler e empregar no trabalho de história sobre a São Paulo do início do século XX, seus costumes e seu retrato. Resolvi adotar esse livro, justamente porque estava muito focada em "Anarquistas, Graças a Deus", e por ser um trabalho científico, precisava de outra referência.
Não digo que foi uma leitura chata, mas devido ter acabado de ler o livro da Zélia, muito prazeroso de ler, senti um pouco ter de ler os contos de Alcântara Machado e não encontrar tanto prazer como o outro. 
Bom, são contos que o autor escreveu da São Paulo dos anos 1920, se não me engano, foi escrito em 1927. O autor fez parte do movimento modernista e seus contos tem essa cara moderna. São realmente retratos e não tem acabamentos com final feliz. São retratos e ponto. Também trazem bastante de crítica social e esse foi o aspecto que eu mais gostei, no livro. 
Fonte: Biblioteca Paulo Setúbal 

Anarquistas, Graças a Deus - Zélia Gattai

Bom, esse livro foi uma paixão.
Tanto que "aproveitei" para fazer inclusive um projeto de história, do curso Alfabetização e Letramento.
E não enjoei de ler e reler. 
São histórias da infância de Zélia, que descende de um família de imigrantes italianos. São histórias tristes, engraçadas e de luta. Fala também sobre os anarquistas, que não aceitavam ser dominados por governos, também eram contra as religiões, por isso, o título Anarquistas, Graças a Deus, é também uma ironia. 
Para os moralistas, anarquistas são no mínimo, bagunceiros e gente ruim. Lendo o livro, no entanto, as ideias são desmistificadas, sem no entanto ter esse propósito, pelo menos ao que parece. Isso porque são relatos de infância e da vida da família Gattai. Não há pretensão. E, a propósito os anarquistas eram muito unidos e trabalhadores. Tinham o ideal socialista e ajudavam uns aos outros, além de não demonstrarem preconceitos e de lutarem pela igualdade de direitos para todos. 
Enfim, é um livro pra ler e reler muitas vezes. 
Ah, meu trabalho foi para falar de literatura e história, nesse caso, a história da São Paulo do início do século XX. Onde, é abordado cinema, música, esportes, ruas, casas, transportes, os próprios anarquistas, enfim. Também utilizei do livro Brás, Bexiga e Barra Funda, de Alcântara Machado.
Fonte: Um achado em alguns livros que minha mãe ganhou. 

Édipo, o maldito - Marie-Thérèse Davidson

Acabo de ler esse livro, ainda curtindo o recesso desse ano, com bastante frio e chuva.
Bom, eu gosto muito, muito mesmo desses mitos gregos. Embora ainda não tenha lido muitos. 
Eu simplesmente adorei este que acabo de ler. Acho que conta muito também a forma como o mito é contado. E eu gostei bastante dessa versão. Sim, pois de acordo com a autora, são muitas versões para o mesmo mito, que vão desde a literatura, passando pelo teatro, poemas e até cinema. 
Édipo é um filho bastardo que sabendo que pode matar seus pais, resolve abandonar o lar. Vira andarilho, chega a uma cidade, que parece abandonada, Tebas e é surpreendido pela esfinge, maldição metade mulher, metade leão, com grandes asas de pássaros, que o convida para decifrar um enigma, caso contrário, morrerá. Ele então, decifra o enigma. Vira rei de Tebas e se casa com Jocasta, a recém-viúva. Com ela tem quatro filhos. A cidade volta a ter uma maldição e é assolada por uma peste. Para salvar a cidade, ele precisa encontrar e banir a pessoa que matou o rei. Aí começa sua procura que termina em tragédia, assim como a vida de sua mulher. Claro, não vou contar tudo, mas é uma grande leitura. Indicado inclusive, para adolescentes.
Temas: a vida e seu valor; destino; liberdade.
Fonte: Biblioteca Paulo Setúbal