Bom, esse livro foi uma paixão.
Tanto que "aproveitei" para fazer inclusive um projeto de história, do curso Alfabetização e Letramento.
E não enjoei de ler e reler.
São histórias da infância de Zélia, que descende de um família de imigrantes italianos. São histórias tristes, engraçadas e de luta. Fala também sobre os anarquistas, que não aceitavam ser dominados por governos, também eram contra as religiões, por isso, o título Anarquistas, Graças a Deus, é também uma ironia.
Para os moralistas, anarquistas são no mínimo, bagunceiros e gente ruim. Lendo o livro, no entanto, as ideias são desmistificadas, sem no entanto ter esse propósito, pelo menos ao que parece. Isso porque são relatos de infância e da vida da família Gattai. Não há pretensão. E, a propósito os anarquistas eram muito unidos e trabalhadores. Tinham o ideal socialista e ajudavam uns aos outros, além de não demonstrarem preconceitos e de lutarem pela igualdade de direitos para todos.
Enfim, é um livro pra ler e reler muitas vezes.
Ah, meu trabalho foi para falar de literatura e história, nesse caso, a história da São Paulo do início do século XX. Onde, é abordado cinema, música, esportes, ruas, casas, transportes, os próprios anarquistas, enfim. Também utilizei do livro Brás, Bexiga e Barra Funda, de Alcântara Machado.
Fonte: Um achado em alguns livros que minha mãe ganhou.
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