quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Something

Fotos no Sesc Belém e em casa. Novembro e Dezembro de 2010, no fundo uma música que nós 4 adoramos.

Giselle a amante do inquisidor - Monica de Castro - ditado pelo espírito de Leonel

Livro - Giselle  A amante do inquisidor
(http://www.americanas.com.br/produto/5656359/livros/religiao/espiritismo/livro-giselle-a-amante-do-inquisidor#)
Adorei. È um romance maravilhoso. A história se passa no tempo da inquisição, onde a igreja católica tinha grande poder sobre as pessoas e sobre a sociedade, em geral. Padres extremamente tiranos, egoístas que em nome da igreja tudo faziam. Alguns até acreditavam estar fazendo um bem e salvando almas, afinal eram homens de seu tempo. Mas o que predominava mesmo entre os padres era a ganância, a ambição e até mesmo a crueldade.
Giselle, como o próprio título diz, se torna amante de um inquisidor, com alto cargo na Igreja. Ela também é ambiciosa e não tem limites para alcançar o que deseja.
O que mais gostei no livro foi realmente a história, o pano de fundo, o contexto da sociedade da época que era praticamente governada pelos poderosos da Igreja católica, que em nome de Deus roubava, matava, estrupava, enfim, praticava as mais terríveis barbaridades, tudo pelo poder e para uma vida de luxo e luxúria.
Enfim, adoro os livros da Mônica, ditado pelo espírito Leonel e esse é um grande romance.

Ensaio sobre a cegueira - José Saramago

Ensaio Sobre a Cegueira (1995 - Edição 23)
Um livro do famoso escritor José Saramago, que morreu esse ano e cujo o qual eu ainda não tinha lido nenhum livro. Posso dizer que gostei muito, mas confesso que no início é estranho porque ele não usa muitos parágrafos e pontos nas frases, que muitas vezes são separadas por vírgula, mas basta ler uma ou duas páginas e voce já entende o seu jeito e consegue compreender claramente onde a vírgula é para nós, um ponto e consegue assim, compreender.
A história é genial pois fala de uma cidade onde aos poucos, seus habitantes vão perdendo a visão. Imagine uma pessoa de repente, muito de repente e sem explicação científica se "ver" diante de uma cegueira branca onde não enxerga mais nada além de uma cegueira branca como o leite. Esse fato só por si já é muito difícil pra qualquer pessoa, mas tudo vai ficando cada vez pior com a quarentena dos cegos e das pessoas mais próximas a eles, o medo de nunca mais voltar a enxergar, a falta de respostas para tal doença e o local para onde os cegos são enviados, ou melhor, quase abandonados à própria sorte, onde encontram com pessoas nas mesmas condições de cegueira, pessoas boas e outras, nem tanto, que são capazes de matar, roubar, violentar as mulheres do local, mesmo estando cegas: afinal elas cegaram de repente e o que eram até então, não muda em nada.
É um livro bem interessante, mas também bem pessimista, é como uma história com acontecimentos ruins que parecem só piorar. Mas, é um grande enredo que mexe com nossa consciência sobre o que é a vida, o ser humano e a sociedade e até que ponto as pessoas podem ser solidárias umas com as outras, solidárias com o seu próximo. E também sobre a essência de cada ser humano, onde nem mesmo uma desgraça como ficar cego muda alguma coisa, para algumas pessoas. Mas também mostra o desprendimento de uma mulher que fica ao lado de seu marido até o final e faz de tudo para ajudá-lo e também as pessoas mais próximas. É uma história incrível que "virou" até filme, o qual quero assistir.
Ah, outra peculiaridade do autor, não sei se só nesse livro, ou em todos: seus personagens não tem nomes, mas são citados por uma ou outra característica, seja física, profissional, ou mesmo de condição. Por exemplo, os personagens principais do livro: o médio (oculista), a mulher do médico, a rapariga dos óculos escuros, o primeiro cego, a mulher do primeiro cego, o velho da venda preta, o menino estrábico.
Recomendo: é uma grande história, assim como devem ser as demais desse autor, que faz compreender o seu reconhecimento de crítica e público, mas, não entendi bem a última linha do livro, quem sabe o filme me "explica".

Lembranças que o vento traz


Uma bela história que se passa no final do século XIX, quase toda em Cabo Frio. Dá pra imaginar como era a cidade na época: sem muitos recursos, luxo ou infra-estrutura, mas com uma natureza incrível. Na verdade o livro é o terceiro de uma trilogia onde o primeiro é Sentindo na própria pele e o segundo: Com o amor não se brinca. Eu não li os dois primeiros, mas deu para entender essa história muito bonita, que fala de renúncia, amor, conflitos, doença, mistério, escravidão, submissão, enfim assuntos bem peculiares da época, como a triste vida reclusa e dolorosa de uma pessoa com lepra ou mesmo a submissão de uma mulher a um casamento arranjado, entre outras questões, que como em todo o livro espírita são esclarecidas com a lei do livre-arbítrio e do processo de reencarnação.
Para quem, como eu, adora um bom romance, especialmente do século XIX é excelente.
Um livro de Mônica de Castro, ditado pelo espírito Leonel.
Personagens principais: Clarissa e Abílio.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Considerações de uma escritora


Sou uma aprendiz de escritora. Aos 37 anos quando penso nisso me sinto uma criança.
Ainda vou escrever um livro, ou até vários. Não por dinheiro, nem mesmo por hobby, mas como algo que lateja dentro de mim e que chega a ser até uma necessidade, mas não no sentido de obrigação, mas necessidade da alma.
Por enquanto, vão nessas poucas linhas um pouco de atrevimento em escrever e ainda mais em afirmar a minha vontade em ser escritora, é como pôr os pés na água para ver se está gelada e ir se aprofundando aos poucos, ou de uma vez.... quem sabe. Pode ser que eu me jogue.
O que importa? Se sou praticamente eu a única leitora de mim mesma (por enquanto), porque não penso pequeno.
O mais importante no momento é ordenar os pensamentos, deixar correr as mãos pelo teclado, ordenando e desordenando minhas idéias , arrumando e bagunçando, numa construção de mim mesma. Porque não somos seres acabados, mas em eterna construção, já dizia Paulo Freire.
Por falar em pensamentos, são eles também o motivo de escrever e correr a digitar: muitas vezes eles são tão fugazes, espertos, audaciosos e brincalhões. Passam rapidamente e algumas vezes só me lembro deles bem vagamente e fico a imaginar: o que estava pensando mesmo? É claro, não tenho a intenção de registrar tudo, os pensamentos são muito rápidos e não devem mesmo ser capturados assim e também, como seria chato, não é mesmo? Mas, me parece que às vezes é bom prendê-los alguns por aqui para que fiquem guardados. Quem sabe eu queira usá-los ou ressucitá-los, nem que seja para exclamar no futuro (que horrível, que breguice escrever essas coisas). Mas, por enquanto, quero escrever e escrevo.
Enquanto escrevo fico pensando se não estou já a imprimir ou esboçar o meu estilo? Por falar nisso, quero que seja franco, sincero, honesto. Não que seja rude, não é essa a intenção, mas que diga o que pensa sem receio, sem rodeios. É escrever é mesmo um treino, de vida.