Esse livro ficou um tempão em casa e eu não lia. O Gabriel pegou emprestado na escola.
Daí, nessas férias resolvi ler.
Adorei. É uma história emocionante, cheia de metáforas e poesia. Seus personagens quase todos são animais, mas com comportamentos e vida bem humanas. É uma graça. O personagem mais cativante é o tatu Vítor.
Um trecho do livro onde Vítor relembra sua infância e as conversas com a avó;
"Ele olhou pra ela, quis pedir pra ela não morrer, mas deu vergonha: a mãe vivia dizendo que tatu pedinchão é a coisa pior que existe. E então ele perguntou pra mudar de assunto:
- Vó, quando você faz essas viagens compridas, o que você vê mais: floresta ou mar?
A Vó franziu a testa. E só aí que o Vítor reparou que quando ela franzia a tesa daquele jeito aparecia uma ruga diferente: curtinha mas bem funda.
- O que vejo mais é gente pobre e bicho perseguido, é isso que eu vejo mais". (p.40)
José Olympio editora - 29ª edição.
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