Por exemplo, ao ler As Boas Mulheres da China da jornalista e escritora Xinran, dá para aprender um pouco sobre a repressão política da China e até comparar com o livro 1984, de George Orwel: o partido acima de tudo, mais importante e poderoso do que qualquer pessoa.
Em A Casa dos Espíritos, De Amor e de Sombras e Paula, de Isabel Allende, é possível ter verdadeiras aulas e diferentes olhares da ditadura no Chile.
Em Casa de Pensão, O Mulato e o Cortiço de Aluísio Azevedo, uma aula de história do Brasil do final do século XIX e início do século XX. O mesmo para as obras de Machado de Assis.
Ken Follet, com Os Pilares da Terra I e II, um retorno a Inglaterra medieval, a um mundo onde os maiores poderosos eram membros Igreja Católica ou ligados à ela.
Euclides da Cunha em Os Sertões, um relato surpreendente, detalhado de quem viu a Guerra de Canudos de perto e denuncia: uma verdadeira covardia para com o povo sofrido de Canudos e dos arredores. Um desperdício de vidas de soldados que lutavam nem sabiam bem com quem nem qual o motivo, enfim, uma guerra estúpida, uma parte triste da nossa história. Mas não temos essa idéia ou noção ao ler os livros didáticos das escolas, ou a maioria deles.
Bom, são tantas "aulas de história" que podemos ter "literalmente" através da literatura. É claro que bom senso, percepção, outros olhares e um estudo mais aprofundado são sempre bem vindos, mas é incrível como a literatura traz em si grandes aulas de história e eu adoro.
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